Prisões e buscas na Operação Dux
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Dux, que resultou na prisão de três pessoas em flagrante em Rio Preto e outras quatro cidades da região. A ação cumpriu 35 mandados de busca e apreensão contra um grupo suspeito de comercializar produtos estrangeiros de forma irregular.
O esquema teria movimentado quase R$ 460 milhões em cinco anos. Além das prisões, a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica para oito dos 17 investigados, visando impedir que deixem a comarca.
Detalhes das prisões e apreensões
- Duas prisões em flagrante: ocorreram durante a apreensão de medicamentos e anabolizantes de origem estrangeira sem comprovação regular.
- Terceira prisão: envolveu posse ilegal de arma de fogo e entorpecente.
- Apreensões: além de eletrônicos (como iPhones) e veículos, foram encontrados remédios e substâncias controladas.
Estrutura criminosa e envolvimento de policial
A investigação, iniciada em 2024, apontou uma organização que buscava mercadorias no Paraguai e as transportava em compartimentos ocultos até o interior de São Paulo. Os produtos eram distribuídos por lojas físicas, redes sociais e WhatsApp.
Um dos investigados é um policial civil, que teria comprado eletrônicos no Paraguai para revenda em Mirassol e Rio Preto. Ele não foi localizado na operação e sua conduta está sendo acompanhada pela Corregedoria. Segundo a PF, ele não integra diretamente a estrutura principal do grupo.
Lavagem de dinheiro e bloqueio de bens
Delegados da PF identificaram indícios graves de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Foram solicitados bloqueios de bens e valores que chegam a quase R$ 400 milhões. Um dos investigados, por exemplo, movimentou cerca de R$ 100 milhões, mas declarou apenas R$ 50 mil à Receita Federal.
O casal apontado como principal responsável pelo esquema não foi localizado nesta manhã. A Justiça também determinou o bloqueio de perfis digitais utilizados para anunciar os produtos ilegais.
