A Polícia Federal (PF) registrou 26 termos circunstanciados de ocorrência (TCs) para investigar crimes eleitorais no segundo turno das eleições até as 14h30 deste domingo (25). O balanço parcial indica que 38 investigados foram conduzidos a delegacias por suspeita de violação do sigilo do voto e propaganda irregular. Outras 13 ocorrências estão sendo apuradas.
Compra de votos com combustível
Na véspera do segundo turno, a PF no Tocantins prendeu duas pessoas em Palmas por suspeita de corrupção eleitoral. Os agentes encontraram indícios de que os presos distribuíam requisições de combustível para influenciar a escolha dos eleitores. A ação resultou de diligências contra a captação ilícita de sufrágio.
Números de 2026
Desde o início do ano, a corporação instaurou 1.608 inquéritos por crimes eleitorais. Até o momento, os agentes apreenderam R$ 51,9 milhões em bens e valores, sendo R$ 31,7 milhões em dinheiro vivo. Segundo o diretor-geral da PF, delegado Andrei Rodrigues, 92% dos 1.610 inquéritos abertos em 2026 já foram solucionados.
Outros casos monitorados
O diretor-geral informou que as infrações mais frequentes são propaganda eleitoral irregular, violação do sigilo do voto e desobediência. A PF também abriu inquérito para investigar a agressão sofrida por uma vereadora do PT em Montes Claros (MG), durante um ato pró-Lula. Já o caso sobre a falta de ônibus em Salvador ainda não foi formalmente comunicado à instituição.
- 38 investigados conduzidos pela PF no segundo turno;
- Prendas em Palmas (TO) por venda de votos com combustível;
- R$ 51,9 milhões apreendidos em crimes eleitorais em 2026.
