Resultado surpreende e muda jogo no Congresso
O Partido Liberal (PL) dobrou sua representação no Senado Federal nas eleições de 2026. A bancada saltou de 15 para 28 cadeiras, conquistando 19 dos 32 lugares em disputa. O resultado supera as projeções do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que estimava até 24 nomes.
Com cerca de um terço das vagas, o partido tem força para negociar o comando da Casa. A meta é impedir a reeleição do atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e avançar na pauta do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vitórias estratégicas e nomeações
Dentre os eleitos, destaca-se André do Prado (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, que assumiu uma vaga paulista. Guilherme Derrite (PP) ficou com a outra posição disputada no estado.
- Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja e Capitão Contar;
- Rio de Janeiro: Carlos Portinho e Carlos Jordy;
- Paraná: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo);
- Rio Grande do Sul: Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo);
- Rondônia: Dr. Fernando Máximo e Bruno Scheid.
O Distrito Federal também marcou história ao eleger três mulheres: Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos). No Tocantins, Luiz Osvaldo Pastore foi eleito primeiro suplente do reeleito Eduardo Gomes.
Derrotas e renovação na Casa
A oposição sentiu o impacto. Renan Calheiros (MDB-AL) perdeu seu lugar após 31 anos na Câmara Alta, sendo substituído por Arthur Lira (PP). Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Eliziane Gama (PT-MA) não conseguiram a reeleição. Soraya Thronicke (PSB-MS) também foi derrotada, encerrando sua trajetória no Senado.
Os resultados indicam uma forte renovação política, com 56,25% dos senadores candidatos à reeleição fracassando nas urnas.
