Quem, o quê e onde
A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta terça-feira (27) o inquérito sobre a execução de quatro homens da região de Rio Preto. O caso ocorreu em Icaraíma, município paranaense próximo à divisa com São Paulo. Os investigados são Antônio Buscariollo e seus três filhos: Paulo Ricardo Costa Buscariollo, Carlos Henrique Buscariollo e Carlos Eduardo Cândido Buscariollo.
Motivo: cobrança de dívida imobiliária
As vítimas foram atraídas até uma propriedade rural sob o pretexto de resolver uma pendência financeira ligada ao desfazimento de um negócio de terras. A dívida envolvia dez notas promissórias totalizando R$ 255 mil. Alencar Gonçalves de Souza Giron, morador de Icaraíma, teria contratado os cobradores.
Os mortos identificados são Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira (de Rio Preto), Diego Henrique Afonso (de Olímpia) e Alencar Gonçalves de Souza Giron (que também foi vítima da emboscada, segundo a dinâmica apurada).
Indiciamentos e prisão
Todos os quatro membros da família Buscariollo estão presos preventivamente. Eles foram indiciados por quatro crimes de homicídio qualificado, quatro ocultação de cadáveres, associação criminosa e fraude processual.
- Homicídio qualificado: as vítimas foram surpreendidas em emboscada e executadas com armas de fogo de diferentes calibres.
- Ocultação de cadáveres: os corpos e o veículo usado pelas vítimas foram escondidos em compartimentos subterrâneos clandestinos.
- Fraude processual: houve tentativas de eliminar vestígios e obstruir a investigação.
Defesa questiona demora
Os advogados Renan Farah e Jéter Tovani, que representam os indiciados, afirmaram que aguardavam há muito tempo o fim do inquérito. Na avaliação da defesa, a duração excessiva do procedimento configurou constrangimento ilegal, já que os acusados permanecem presos preventivamente.
A equipe jurídica ressaltou que o indiciamento não é reconhecimento de culpa e que a presunção de inocência permanece intacta. Eles devem se pronunciar nos autos quando for o momento processual adequado.
Novas investigações
A Polícia Civil do Paraná enviou o inquérito ao Ministério Público. No entanto, a corporação não descarta o envolvimento de outras pessoas, incluindo participantes dos núcleos de execução, apoio logístico e ocultação de vestígios.
