As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) sobre o programa Auxílio-Atleta e a compra de um sítio no distrito de Talhado, na cidade de Rio Preto, enfrentam o prazo final para coleta de assinaturas nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026. Os pedidos foram protocolados pela oposição na Câmara Municipal na última sexta-feira, 18.
Atualmente, ambos os requerimentos contam com cinco adesões. Para que as investigações sejam instaladas oficialmente, é necessário atingir o mínimo estatutário de oito assinaturas dos vereadores. Caso o quórum não seja alcançado até as 17h desta terça, os processos serão arquivados.
CPI do Auxílio-Atleta
O primeiro pedido, apresentado pelo vereador Alexandre Montenegro (PL), visa apurar denúncias de desvio de recursos no programa municipal de apoio a atletas. A reclamação origina-se de um ex-boxeador que alega ter sido obrigado por seu treinador a repassar parte dos valores recebidos, sob ameaça de exclusão do programa.
O requerimento aponta possíveis irregularidades na gestão da Secretaria de Esportes, solicitando a apuração do secretário Mauro André Lacerda Neves por omissão ou prevaricação. Até o momento, as assinaturas incluem os nomes de Renato Pupo (Avante), Pedro Roberto (Republicanos), João Paulo Rillo (PT) e Abner Tofanelli (PSB).
A Prefeitura de Rio Preto informou, por meio de nota, que não compactua com irregularidades e que a Procuradoria-Geral do Município acompanhará o caso. O secretário afastou o treinador acusado após tomar ciência da denúncia.
CPI da Compra de Sítio
O segundo pedido, protocolado pelo vereador João Paulo Rillo (PT), foca na aquisição de uma propriedade rural no distrito de Talhado pelo prefeito Coronel Fábio Candido (PL). A investigação surge após o Ministério Público de São Paulo instaurar inquérito policial devido a questionamentos sobre o valor da negociação.
No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a anulação desse inquérito na semana anterior. O ministro Gilmar Mendes decidiu que não houve autorização judicial específica para a instauração do processo, resguardando a prerrogativa de foro do prefeito.
Diante desse cenário jurídico, a oposição busca via legislativa a apuração dos fatos. As assinaturas coletadas até agora são de Alexandre Montenegro, Pedro Roberto, Abner Tofanelli e Renato Pupo, somando-se ao autor do requerimento.
