O presidente da Câmara de Olímpia, Flávio Olmos (PP), foi preso na última quinta-feira (15) durante a Operação "Caixa Frio", conduzida pela Polícia Civil. Além dele, três assessores do Legislativo tiveram a prisão temporária decretada pelo juiz da Vara Regional das Garantias da 8ª Região Administrativa Judiciária, com sede em Rio Preto.

Investigação sobre repasses ilegais

A ação investiga um suposto esquema de corrupção que envolveria o vereador e atual presidente da casa legislativa, além de membros de seu gabinete. Segundo a Polícia Civil, a investigação começou há três meses, após o Ministério Público encaminhar informações sobre irregularidades.

A acusação principal é a exigência de ajustes sistemáticos nos repasses de parte das remunerações recebidas por servidores comissionados. Os valores desviados seriam destinados diretamente ao agente político investigado.

Dados do COAF e quebra de sigilo

Antes da operação, a Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário dos investigados. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontou movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada, depósitos em espécie recorrentes e uso de mecanismos atípicos envolvendo Pessoa Politicamente Exposta (PEP).

Advogado contesta e prisão é mantida

O advogado de Flávio Olmos, Lucas Biscegli, classificou as prisões como "ilegais" nesta sexta-feira (16). No entanto, na audiência de custódia realizada no mesmo dia, a Justiça decidiu manter a prisão temporária dos quatro investigados por mais cinco dias para continuidade das apurações.

  • Flávio Olmos (PP) foi preso na última quinta-feira (15);
  • Três assessores também tiveram prisão temporária decretada;
  • Audiência de custódia na sexta-feira (16) manteve a detenção.