Um professor residente em São José do Rio Preto publicou uma carta aberta condenando a remoção de 1.411 árvores previstas para a obra de terceira faixa de rodovia que atravessa a cidade. A indignação foi motivada pela manchete divulgada no Diário Região no domingo (20), que detalhava o impacto ambiental do projeto.

Dor e calafrio

O autor descreveu sentir "calafrio" e "dor no coração" ao constatar a escala do desmatamento. Segundo o texto, as espécies removidas incluem pau-brasil, cedro-rosa, ipê e jatobá, árvores que levaram entre 30 e 50 anos para atingir seu porte atual.

Árvores como entulho

A carta aponta que as árvores cortadas foram empilhadas como entulho no viaduto da região Norte, local onde a obra está sendo executada. O educador enfatiza que se trata de "vidas no chão", ressaltando que a natureza não retorna imediatamente após o corte.

Amor à cidade

Publicado em 23 de setembro de 2026, o documento reflete o sentimento de muitos moradores que veem a preservação verde como parte fundamental da identidade de Rio Preto. A polêmica coloca em xeque o equilíbrio entre desenvolvimento urbano e sustentabilidade na região.