Medidas econômicas próximas às urnas
O custo político de ações governamentais realizadas pouco antes das eleições tem sido tema de debate. Segundo o jornalista Geraldo Costa Junior, em artigo publicado no Diário da Região, o governo federal implementou uma série de medidas financeiras nos últimos dias de setembro e início de outubro, período imediatamente anterior ao primeiro turno das eleições.
Reajuste do Bolsa Família
Dezessete dias antes da votação, Lula anunciou o reajuste do benefício do Bolsa Família, que saltou de R$ 600 para R$ 691. A estimativa apresentada indica um custo adicional de R$ 5,8 bilhões para os cofres públicos apenas em 2026, valor que não constava no orçamento previsto para o ano.
Subsídios e redução de impostos
Em setembro, o governo ampliou subsídios ao diesel e reduziu impostos federais sobre gasolina e etanol. Essa intervenção fiscal teria custado cerca de R$ 7 bilhões, com o objetivo de gerar um efeito imediato no bolso dos eleitores poucos dias antes da eleição.
Programa Desenrola e saúde
O programa Desenrola 3.0, destinado a combater o superendividamento, foi lançado em 25 de setembro, nove dias antes da votação, com previsão de gastos de mais R$ 15 bilhões. Além disso, foram anunciadas canetas emagrecedoras pelo SUS, destinadas apenas a pacientes obesos ou obesos mórbidos, conforme protocolos ainda em criação.
Cancelamento das bets
O cancelamento das licenças de operação das casas de apostas (bets) também gerou controvérsia. O governo deixou de arrecadar R$ 800 milhões em tributos mensais e criou insegurança jurídica, já que as licenças concedidas em janeiro de 2025, válidas por cinco anos e pagas a R$ 30 milhões cada, não serão devolvidas.
