No Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, a cidade de São José do Rio Preto enfrenta um dilema ambiental e urbano: conciliar as demandas por obras de infraestrutura com a preservação da arborização existente. O debate ganhou força após a divulgação de dados sobre a supressão vegetal necessária para projetos de mobilidade e drenagem.

Impacto das obras na arborização

Segundo levantamento publicado pelo Diário da Região, 1.411 árvores foram cortadas para a implantação da terceira faixa da rodovia Washington Luís. Adicionalmente, outras 943 árvores poderão ser retiradas para a execução de obras de revitalização e combate às enchentes na avenida Murchid Homsi.

Embora essas intervenções sejam essenciais para a segurança viária e a prevenção de alagamentos, especialistas e moradores questionam a estratégia de reposição vegetal adotada pela administração pública.

A necessidade de um programa permanente

O autor do artigo destaca que substituir uma árvore adulta, que levou anos para crescer e oferecer sombra e amenização térmica, por uma muda recém-plantada não é uma equação imediata. As mudas necessitam de anos de cuidados para desempenhar funções ecológicas equivalentes.

Sugere-se, portanto, a implementação de políticas públicas contínuas, incluindo:

  • Criação de viveiros municipais de mudas;
  • Incentivo à coleta e cultivo de sementes nas escolas;
  • Monitoramento rigoroso das árvores nos primeiros anos de vida.

A proposta central é adotar uma abordagem proativa: plantar mais antes, durante e depois das obras, garantindo que o desenvolvimento urbano não comprometa a qualidade de vida futura dos rio-pretoenses.