Escolha estratégica por serviços consolidados
A administração atual de São José do Rio Preto definiu como prioridade fortalecer as políticas públicas de segurança alimentar que já operam diariamente. A decisão visa garantir que os recursos públicos tenham o maior impacto social possível, atendendo diretamente a quem mais precisa.
Diferente de projetos pontuais, a estratégia atual mantém a distribuição massiva de refeições nas escolas municipais, no atendimento a instituições sociais e no apoio direto a famílias em situação de vulnerabilidade.
Viability técnica e cenário financeiro
O projeto do chamado "Restaurante Popular", previsto pela gestão anterior, não foi implantado. Após análise detalhada, a atual administração constatou inviabilidade técnica, financeira e operacional para sua execução.
Além disso, houve uma consulta ao Governo do Estado sobre a possibilidade de abrir uma segunda unidade do programa Bom Prato, além da existente no Centro. O estado apontou que esse modelo também é inviável.
O quadro financeiro da Secretaria Municipal revela um déficit de aproximadamente R$ 11 milhões. Destes, R$ 9 milhões referem-se exclusivamente à alimentação escolar. Manter um novo restaurante custaria cerca de R$ 3,6 milhões anualmente, valor considerado incompatível com a realidade orçamentária atual.
Números do atendimento diário
Com os recursos direcionados às estruturas existentes, a rede municipal de segurança alimentar atende hoje:
- Cerca de 111 mil refeições preparadas e distribuídas diariamente para alunos da rede municipal;
- Aproximadamente 4 mil pessoas beneficiadas por meio de 23 instituições sociais;
- 1.700 famílias (cerca de 6.800 pessoas) que recebem cestas básicas mensais e cestas verdes semanais.
A identificação dessas famílias é feita pela Secretaria de Desenvolvimento Social, garantindo acompanhamento contínuo.
Gratuidade e reaproveitamento de equipamentos
Uma mudança significativa no modelo atual é a gratuidade total do atendimento para pessoas em insegurança alimentar. Enquanto o projeto anterior previa cobrança de R$ 1 por refeição, a política vigente elimina essa barreira econômica.
Equipamentos adquiridos anteriormente foram redistribuídos para cozinhas escolares e para o Banco de Alimentos, reforçando a infraestrutura que já sustenta o atendimento a milhares de rio-pretenses.
