Região vira 'ilha' de representatividade
A Região Administrativa de Rio Preto se destaca como uma rara exceção no mapa político do Interior paulista. Com três deputados federais eleitos — Edinho Araújo (PRD), Luiz Carlos Motta (PL) e Paulo Bilynskyj (PL) —, a área garante presença forte em Brasília para o próximo mandato. Enquanto isso, outras regiões potentes ficam sem representação ou com apenas um nome.
Vazios no Interior e concentração na Capital
Dos 70 deputados federais eleidos pelo Estado de São Paulo, a maioria absoluta está concentrada na Grande São Paulo (48 cadeiras) e nas cidades do entorno, como Campinas (7) e Sorocaba (3). No chamado "interiorzão", a situação é diferente:
- Ribeirão Preto, Franca, Bauru, São José dos Campos e a região Central (Araraquara/São Carlos) tiveram apenas um deputado eleito cada;
- As regiões de Araçatuba, Marília, Barretos e Itapeva não elegeram nenhum representante federal.
Poder de emendas parlamentares
Os três parlamentares eleitos por Rio Preto terão direito conjunto a cerca de R$ 120,75 milhões em emendas orçamentárias para 2027. Esses recursos podem ser destinados a prefeituras, hospitais, entidades e obras públicas, embora não haja garantia de que serão aplicados prioritariamente na própria região.
Como as eleições funcionaram na prática
A eleição desses três nomes não segue necessariamente a ordem da votação individual ou o tamanho populacional da cidade-sede. Confira os números:
- Luis Carlos Motta (PL): foi o mais votado da região, com 112.854 votos. Sua eleição contou com apoio estadual, beneficiado pela força nacional do PL.
- Paulo Bilynskyj (PL): eleito com 90.363 votos, também impulsionado pela coligação e desempenho da legenda.
- Edinho Araújo (PRD): garantiu sua vaga com 54.443 votos, aproveitando as regras do sistema proporcional partidário.
Para comparação, a população da Região Administrativa de Rio Preto é de 1,6 milhão de habitantes (Censo 2022), enquanto Ribeirão Preto tem 1,38 milhão e São José dos Campos, 2,5 milhões. Os dados mostram que a quantidade de deputados não acompanha diretamente o número de moradores.
