Resultado misto para a cidade
São José do Rio Preto não perdeu representação política nas eleições deste domingo (5). A cidade elegeu quatro deputados estaduais e três federais, um salto em relação aos dois estaduais e um federal do pleito de 2022, e muito acima dos zero estaduais de 2018. O balanço, no entanto, revela uma crise na estrutura de apoio ao prefeito reeleito, André Motta.
Onda nacionalizada e abstenção alta
O resultado aponta para uma forte nacionalização do voto. O deputado federal mais votado na cidade foi Lucas Pavanato (PL), de São Paulo, sem vínculos locais diretos. Ele recebeu 36.581 votos, o que também o tornou o candidato mais votado de todo o estado, com quase nove quocientes eleitorais.
Outro dado preocupante é a abstenção: 81.808 eleitores não foram às urnas, representando 23,73% do eleitorado. Esse índice é superior ao registrado em 2022 e acima da média estadual, indicando uma urna parcialmente vazia mesmo em meio à chamada "onda" do PL.
Motta fica isolado na disputa interna
Enquanto o prefeito André Motta venceu a eleição presidencial na cidade, sua capacidade de transferir votos para candidatos locais mostrou-se frágil. Os cinco nomes apontados como candidatos do grupo do prefeito somaram apenas 11.840 votos em Rio Preto. Nenhum deles se elegeu.
O melhor desempenho entre eles foi o de Bruno Moura (PL), com 4.715 votos. Em contraste, João Paulo Rillo (PT) foi o mais votado para deputado estadual no município, com 41.045 votos, mais da metade do total necessário para sua eleição.
Lições para 2028
A análise dos números sugere que o voto de deputado em Rio Preto se desconectou da figura do prefeito. Se a gestão não consegue gerar transferência de votos para a esfera legislativa local, a pergunta que fica é: o que André Motta terá para oferecer na campanha de reeleição em 2028?
