Expansão urbana e comércio forte
Em 1970, São José do Rio Preto passava por uma fase decisiva. A cidade deixava de ser apenas um ponto de passagem para se consolidar como um importante centro regional do interior paulista. O crescimento das décadas anteriores ganhava ritmo, atraindo moradores de toda a região.
O centro era o coração pulsante da vida cotidiana. Ruas movimentadas abrigavam lojas, bancos, bares e cinemas que faziam parte do dia a dia dos rio-pretenses. Os prédios comerciais conviviam com construções antigas, enquanto os automóveis começavam a dominar o espaço urbano.
Bairros novos e cultura local
O início dos anos 1970 marcou a expansão para além do núcleo tradicional. Novos loteamentos e conjuntos habitacionais surgiam, levando ruas, iluminação e serviços para áreas que antes eram pouco ocupadas. Essa mudança física acompanhava a explosão populacional.
A vida social girava em torno dos clubes recreativos, praças e campos de futebol. América e Rio Preto eram os times que moviam os fins de semana, revelando talentos que sonhavam com os grandes clubes de São Paulo. Os cinemas também tinham peso cultural relevante.
Memória visual da cidade
O acervo fotográfico de Jaime Colagiovanni registra essa transformação. Imagens aéreas mostram o Automóvel Clube, a Basílica Menor e o Ibilce ainda em construção. Outros registros capturam o Viaduto sobre os trilhos da Fepasa, o Palácio das Águas e a Estação Ferroviária, onde hoje funciona a Rodoviária.
Apesar do contexto nacional marcado pelo regime militar iniciado em 1964, a vida em Rio Preto mantinha suas pequenas tradições: conversas nas calçadas, crianças brincando e compras de domingo. As fotos preservam uma cidade que já não existe fisicamente, mas vive na memória coletiva.
