Crítica à prioridade

O anúncio da primeira escola municipal cívico-militar em Rio Preto, instalada na E.M. Maria Dalva Silva Pagotto, gerou polêmica. O professor e pedagogo Eduardo Alves de Lima publica artigo no Diário da Região criticando o que considera uma inversão de prioridades do município.

Segundo o autor, o projeto traz uma "maquiagem disciplinar" com monitores fardados e foco em estética da vigilância, trocando avanços pedagógicos reais pela aparência de ordem.

Infraestrutura e creches

A crítica também atinge a gestão dos espaços públicos. A edificação da escola citada custou cerca de R$ 19 milhões e foi concebida para funcionar como creche. No entanto, a Prefeitura fechou uma creche tradicional no Centro, alegando problemas físicos no prédio antigo.

Eduardo aponta que, em vez de reformar o patrimônio existente, o poder público optou pelo fechamento, prejudicando famílias que já protestaram contra a situação.

Fila histórica e falta de transparência

O texto destaca que Rio Preto enfrenta uma fila de espera histórica na primeira infância, com estimativas de 1,4 mil a mais de 4 mil crianças desassistidas. Esse gargalo afeta principalmente a periferia e impede muitas mães solo de trabalhar.

Além disso, o Conselho Municipal de Educação (CME) desmentiu a Secretaria Municipal de Educação ao afirmar que o projeto não foi debatido nem aprovado pelo colegiado, sendo imposto como um ato discricionário.

Para o autor, a cidade precisa de creches funcionando, prédios reformados e professores valorizados, e não de modelos que servem apenas para "alimentar palanques eleitoreiros".