Proibição vista como essencial
O editorial do Diário Classic, publicado em 30 de setembro de 2026, reforça que a extinção das apostas esportivas (bets) no Brasil deve ser definitiva. A medida, tomada pelo presidente Lula pouco antes do segundo turno eleitoral, é considerada pela publicação uma decisão necessária para proteger a sociedade, embora motivada por interesses políticos.
Prejuízo ao comércio local
A Acirp e o Sincomércio de Rio Preto apoiam a proibição. Segundo levantamento da Facesp citado pela entidade, as apostas on-line retiraram R$ 103 bilhões do varejo brasileiro em 2024. Jean Daher, presidente da Acirp, explica que esse dinheiro deixa de circular no comércio e nos serviços, aumentando o endividamento e a inadimplência das famílias.
Impacto na produtividade
João Paulo Rodrigues, presidente da Apeti, destaca outro efeito colateral: as dívidas dos trabalhadores afetam as empresas. O prejuízo não se limita à conta bancária individual, mas prejudica a saúde mental, a concentração e a produtividade no ambiente de trabalho.
Crise de saúde em Rio Preto
O problema também atinge diretamente a saúde pública. Júlio Cesar de Souza, vice-diretor do hospital Bezerra de Menezes em Rio Preto, relata um aumento de 20% a 30% nos atendimentos de emergência relacionados à dependência em jogos on-line desde 2024. Alguns casos exigem internação hospitalar.
Necessidade de fiscalização
O texto conclui que, independentemente da motivação eleitoral, o mérito da proibição é inegável. É preciso interromper o ciclo danoso que captura o dinheiro e a esperança dos apostadores. A solução exige fiscalização efetiva e apoio às pessoas afetadas pelo transtorno do jogo, reconhecido pela medicina.
