Rui Carvalho defendeu a atenção às mudanças de comportamento como parte do cuidado com a saúde mental no trabalho, em artigo publicado em 16 de setembro de 2026 no Diário da Região, de São José do Rio Preto. No contexto do Setembro Amarelo, o autor aborda o papel da escuta e da confiança para acolher quem ainda não consegue pedir ajuda.
Mudanças de comportamento merecem atenção
O afastamento de alguém antes participativo, o silêncio mais frequente, a sobrecarga constante e a perda de interesse por atividades habituais estão entre as situações citadas no texto.
Carvalho ressalta que nenhum desses sinais, isoladamente, permite concluir o que está acontecendo. Diagnosticar e tratar questões de saúde mental são atribuições de profissionais especializados, não de líderes ou colegas.
A contribuição de quem convive com a pessoa, segundo o artigo, está em perceber mudanças e oferecer espaço para uma conversa segura, sem julgamentos.
Escuta e confiança fazem parte do cuidado
No ambiente de trabalho, o autor propõe atitudes como perguntar com interesse genuíno como alguém está e ouvir sem a obrigação de apresentar uma solução imediata.
Também defende oportunidades de conexão que não se limitem a reuniões sobre tarefas e resultados. A reflexão é pertinente ao cotidiano de equipes e lideranças de Rio Preto e região.
Para Carvalho, a confiança precisa ser construída antes de uma crise. Isso envolve a maneira como erros são tratados, a abertura para falar sobre dificuldades e a segurança de que demonstrar vulnerabilidade não será motivo de julgamento.
Artigo apresenta plataforma de apoio da Tereos
Como exemplo de iniciativa empresarial, Carvalho informa que a Tereos disponibiliza a plataforma IVI a todos os seus colaboradores para apoio ao bem-estar emocional.
Segundo o relato, o aplicativo oferece:
- Sessões gratuitas de terapia on-line;
- Conteúdos personalizados e séries guiadas de meditação e relaxamento;
- Recursos de acompanhamento do humor e das emoções;
- Dicas de autocuidado e acompanhamento de hábitos de atividade física, sono e alimentação.
O objetivo descrito pelo autor é incentivar a atenção à própria saúde mental e tornar o recurso conhecido pelos colaboradores para uso no dia a dia.
Acolhimento deve continuar depois de setembro
O artigo destaca o Setembro Amarelo como uma oportunidade para ampliar a conversa sobre saúde mental, mas defende que o cuidado permaneça nos demais meses do ano.
A mensagem central é que relações de confiança e ambientes acolhedores podem criar condições para que uma pessoa se sinta à vontade para dizer que não está bem, mesmo quando ainda tem dificuldade de pedir ajuda.
