A Vara do Júri de São José do Rio Preto determinou que o segurança Keven Ígor Silveira Novaes seja julgado pelo Tribunal do Júri pelo homicídio de Giovani Svolkin da Silva, ocorrido em 26 de outubro de 2025, em um bar da cidade. A decisão, noticiada nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, também manteve a prisão preventiva do acusado.
Justiça encaminha acusação aos jurados
Keven responde por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença de pronúncia encaminha a acusação para julgamento pelos jurados e não representa uma condenação.
Na decisão, a juíza Gláucia Véspoli Oliveira afirmou que a tese de legítima defesa e as qualificadoras devem ser examinadas em plenário.
“A legítima defesa alegada pelo réu não está robusta e indubitavelmente comprovada, devendo ser submetida ao Juízo Competente, assim como eventual excesso”, registrou a magistrada.
A Justiça também negou ao acusado o direito de recorrer em liberdade, mantendo sua prisão preventiva até o julgamento.
Disparos ocorreram após briga no bar
Segundo informações do processo, Giovani foi atingido por disparos de arma de fogo após um desentendimento generalizado iniciado dentro do estabelecimento, em Rio Preto.
A acusação e testemunhas apontaram que Keven buscou uma arma em seu veículo e atirou contra a vítima depois da briga inicial. A defesa sustenta que ele agiu para proteger a si e seus familiares de agressões físicas.
Acusação e defesa apresentam versões distintas
A família de Giovani comemorou a decisão de levar o caso ao júri. Em declaração ao Diário, o advogado Juan Siqueira, assistente de acusação, atribuiu a pronúncia ao trabalho técnico realizado no processo.
Segundo Siqueira, a perícia confirmou que um dos disparos atingiu a vítima pelas costas. O advogado também afirmou que Giovani estava desarmado e sem reação e contestou a existência de legítima defesa no momento dos tiros.
Os advogados Renato Marão e Carlos Nimer, responsáveis pela defesa de Keven, mantiveram a versão de que o acusado buscou proteger a si e à família em um contexto de agressões.
Em nota, a defesa afirmou que a análise deve considerar toda a sequência dos acontecimentos, incluindo depoimentos, imagens e provas periciais. Os advogados disseram respeitar a decisão e avaliar as medidas processuais cabíveis.
A defesa também lamentou a morte, manifestou respeito à dor dos familiares e reiterou seu compromisso com a presunção de inocência e um julgamento baseado na análise integral das provas.
