Decisões em direções opostas

O Banco Central do Brasil (BC) anunciou nesta quarta-feira (7) a redução da Selic de 14% para 13,75% ao ano. Pouco depois, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu elevar os juros americanos em 0,25 ponto percentual, deixando a faixa entre 3,75% e 4%. As duas decisões aconteceram quase simultaneamente, mas com lógicas diferentes.

Por que o crédito não fica mais barato?

Muitas pessoas acham que a queda da Selic garante empréstimos mais acessíveis imediatamente. Na prática, não é bem assim. A taxa americana influencia diretamente o custo do dinheiro no Brasil. Quando os juros nos EUA sobem, o capital estrangeiro tende a sair de mercados emergentes como o Brasil, pressionando o real e mantendo as taxas de juros locais altas.

Impacto na região e no país

Para consumidores e empresas em São José do Rio Preto e toda a região, essa dinâmica significa cuidado. Mesmo com a Selic menor, o risco Brasil continua sendo monitorado de perto pelos investidores internacionais. O efeito prático pode demorar para aparecer no bolso das famílias, especialmente em financiamentos imobiliários e de veículos.

  • Selic brasileira caiu para 13,75% ao ano;
  • Juros nos EUA subiram para 3,75%-4% ao ano;
  • Câmbio e risco externo ainda limitam a queda do crédito.