Um olhar humano sobre a educação
A coordenadora pedagógica Marina Torrente publicou um artigo no Diário da Região nesta semana, usando a metáfora de "ser mãe de professor" para descrever sua relação com a equipe docente. A reflexão ganhou força durante um evento anual na escola, onde ela pôde acompanhar de perto o desenvolvimento dos projetos criados por seus professores.
O ciclo de crescimento dos educadores
Torrente explica que, assim como uma criança, a educação tem seus ciclos. Começa com a descoberta e o brincar, passa pelas aprendizagens e desafios, até chegar à autonomia. Ela observa suas professoras mergulhando em temas, ajustando ideias e enfrentando o cansaço, mas também celebrando as conquistas.
"Vi a minha equipe transcender", diz. Para ela, ser "mãe de professor" não é ter um filho para cuidar, mas sim acompanhar adultos que a vida colocou sob seu cuidado profissional por um tempo. É saber orientar, incentivar o pensamento crítico e estar presente tanto nos acertos quanto nos erros.
Chamado pela valorização do magistério
Com o Dia dos Professores (15 de outubro) aproximando-se, o texto serve como um alerta contra as cobranças sem essência. Marina defende que precisamos parar com exigências engessadas e reconhecer que, antes do crachá, cada docente é uma pessoa com uma história própria, sonhos e dificuldades.
A mensagem final é clara: a educação precisa ser humanizada. Valorizar a linha de frente da educação significa respeitar o percurso de quem ensina, entendendo que eles também estão em constante processo de aprendizado e superação.
