A proibição do uso de bisnagas de molhos (como catchup, maionese e mostarda) em bares e restaurantes de São Paulo foi adiada. A medida, que deveria valer a partir deste domingo (4), agora só será aplicada em 1º de fevereiro de 2027.
O atraso foi determinado pela Portaria CVS nº 9/2026, publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira (5). O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) justificou a mudança pela complexidade das novas regras e pela necessidade de garantir segurança jurídica para o setor.
Motivo do adiamento
Segundo o órgão ligado à Secretaria Estadual da Saúde, a nova norma exige ajustes na estrutura, documentação e nos procedimentos de preparo e conservação dos alimentos. Exemplos incluem controles rigorosos de temperatura e acidificação, especialmente para itens como arroz usado em sushi.
A Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo) avaliou positivamente o novo prazo. Para a entidade, isso evita um colapso operacional no último trimestre do ano e permite que os estabelecimentos façam as adequações sem repassar custos abruptos aos clientes.
O que muda na prática?
O CVS esclareceu que a proibição não obriga o uso de um tipo específico de embalagem. A distribuição individual de molhos continua permitida, desde que respeite as condições higiênicas e sanitárias.
Além disso, a regra não se aplica a refeições servidas em formato de buffet, self-service ou à la carte. O objetivo central é prevenir a contaminação cruzada causada pelo contato do bico da bisnaga com alimentos já mordidos pelos consumidores.
