Voto como ritual de empoderamento
Para uma leitora de 79 anos, moradora da região de São José do Rio Preto, o ato de votar vai muito além de uma obrigação legal. Em texto publicado no Espaço do Leitor, ela descreve a urna eletrônica como um "ritual alegre, pleno e poderoso" que faz com que o cidadão se sinta importante e parte fundamental da solução dos problemas do país.
A autora destaca que, durante os três a seis minutos em que está sozinha frente à urna, vivemos um momento fugaz, mas real, de total igualdade. É nesse intervalo, segundo ela, que estamos cara a cara com nossa verdadeira consciência, sem distinção de classe ou condição social.
Preparação para a 'grande festa'
O texto também aborda a preparação pessoal para o dia de eleição. A leitora conta que se arruma, se perfuma e se prepara como se fosse a uma grande festa, seja em palácios ou nas favelas. Para ela, essa atitude demonstra amor ao país, à própria cidadania e ao próximo.
"A mágica da solitude desse momento nos transborda a uma dimensão de que não somos apenas mais um. Fazemos a diferença", escreve, reforçando a sensação de valor e importância na hora de decidir.
Homenagem ao padre Octávio Berti Júnior
Além da reflexão política, a matéria traz uma homenagem póstuma ao padre Octávio Berti Júnior. A autora relembra o apoio espiritual recebido dele quando seus pais foram diagnosticados com covid-19. Como ministros da Eucaristia, os pais dela passaram por momentos difíceis, com a mãe entubada.
O padre teria ligado para ensiná-la a rezar, ajudando-a a compreender melhor a oração Salve Rainha. O texto encerra com uma prece: "Combateu o bom combate, terminou sua missão e guardou a fé. Que Deus o acolha em Sua infinita misericórdia".
