Democracia exige presença

No último domingo, 4 de outubro, milhões de brasileiros foram às urnas para escolher seus representantes. Esse ato é uma das formas mais diretas de cidadania em um Estado Democrático de Direito. Independente da escolha, quem votou transformou sua convicção política em ação concreta.

A democracia não precisa de unanimidade. Ela funciona na divergência e no respeito às escolhas alheias. A capacidade de pensar diferente e ainda assim decidir juntos o destino do país é o que fortalece a sociedade.

Mandato é serviço público

Para os eleitos, vencer uma eleição não é um prêmio, mas o início de grandes obrigações. O mandato pertence ao povo. O eleito deve agir como funcionário da sociedade, com trabalho, probidade e responsabilidade.

O compromisso vai além de quem votou nele. Representar também significa cuidar dos interesses de quem votou nos adversários, de quem votou em branco ou nulo, e até de quem não foi às urnas. Governar democraticamente é governar para todos.

O perigo da abstenção

Dados preliminares indicam cerca de 21% de abstenção no primeiro turno, somados aos votos brancos e nulos. Esse número preocupa. Uma democracia forte precisa de participação ativa. Quanto maior o comparecimento, mais fiel o resultado expressa a vontade popular e maior a legitimidade dos escolhidos.

Próximo passo: 25 de outubro

O Brasil voltará às urnas no dia 25 para definir quem governará o país pelos próximos quatro anos. Não deixe que a indignação com a política afaste você do processo. Ficar apenas reclamando dos escândalos não muda nada; a inércia favorece a corrupção.

Abaixar o voto é abrir mão de participar da decisão do futuro. Analise as propostas, compareça à seção e vote. Na democracia, o futuro é aquilo que escolhemos construir com nosso direito ao sufrágio.